CONFLITO - Como se comunicar no auge de um?

Tanto casais que estão felizes e realizados no relacionamento quanto os infelizes e constantemente insatisfeitos conflitam com a mesma frequência e sobre os mesmos assuntos, segundo pesquisa mencionada no livro Supercomunicadores. Então, o que causa a satisfação de um e a insatisfação de outro?

Segundo o livro, é a tentativa de controle existente ou não na relação. Muitas vezes inconsciente. Que acontece quando você busca ditar como a pessoa deve se sentir ou se comportar, tanto com falas quanto ações. Alguns exemplos:
- "Não faz sentido você se sentir assim, você está exagerando"
- "Isso que você está falando não tem nada demais"
E algumas ações como você querer uma conversa mais emotiva e acolhedora e a outra querer uma mais prática.
Querer controle é totalmente normal e aceitável. Ainda mais em momentos de muita insegurança e transformação na vida, como doenças ou transição de carreira. As pessoas controlam situações em busca de segurança. Entretanto, o controle deve ser canalizado em algo além da pessoa, pois quando focamos em controlar o outro, o atrito é certo e desgastante.
A alternativa proposta é que haja um alinhamento entre ambos para que busquem, juntos, controlar fatores possíveis como: o ambiente, o tempo ou as suas emoções. Isso quer dizer que, durante o conflito, o ideal é que ambos tenham o compromisso de não ultrapassar limites e não se desrespeitar, vigiando sempre as suas emoções. Quanto ao tempo, dependendo da situação, combinar de não conflitar assim que o assunto surja pode ser uma boa alternativa. Por exemplo: vocês estão num lugar em que de um lado o telefone toca e do outro um bebê está chorando, imagina o caos de ainda adicionar um conflito no meio disso? Cabe à dupla a sensatez de prorrogar a discussão para outro momento. E o mesmo se vale ao decidir trocar de ambiente.
Lidar com o fato de que o outro é um ser único e em constante transformação é, com certeza, um desafio de muitos. E mesmo quando conhecemos alguém com intimidade, ainda podemos nos equivocar e nos surpreender com novas informações. Por isso a importância de sempre ter pró-atividade de ouvir o outro lado, não apenas passivamente, mas com curiosidade genuína, perguntas, histórias compartilhadas. Quando um dos lados não está aberto a ouvir, infelizmente, a relação se torna um desafio fadado ao fim.
Referência bibliográfica:
DUHIGG. Charles. Supercomunicadores. 2024. Editora Schwarcz.

Comentários